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Ser ou não ser você: eis a questão O meu Auto-retrato e o de qualquer adolescente

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Ser ou não ser você: eis a questão. Eu acho que esse é o grande dilema de todos aqueles que, assim como eu, são adolescentes e passam por aquela agonizante e incessante jornada de busca por adaptação à sociedade e para descobrir quem é verdadeiramente você. É isso, você, você mesmo, apenas você, sem pose, sem maquiagem, nu diante de um espelho que reflete sua alma.

Porque na maioria das vezes as pessoas mascaram-se, abrem mão de serem elas mesmas para encaixarem-se em um grupo, e mesmo se tiverem os melhores amigos do mundo, de alguma forma, eles fazem alguma pressão e exercem uma influência sobre você. É praticamente impossível que seja o contrário, então caro leitor, não venha me dizer que não passou por isso, porque isso seria uma tremenda mentira.

Deixe-me ilustrar, duvido que se em uma sala de aula, houver um grupo inteiro de pessoas fanáticas por um livro e só falam dele, você não irá, ao menos, querer conhecê-lo ou lê-lo para falar sobre isso também, não que isso seja errado, inclusive eu não acho isso, mas essa situação pode até ser perigosa dependendo de quem for sua influência (fica a dica: faça como eu, por mais que se ache o rei da personalidade, o influenciável, nunca seja amigo de um drogado ou coisa do gênero, apesar de que eu acredito que eles podem se redimir). Outro perigo é isso chegar ao ponto de você ter uma crise existencial, isto é, não saber quem você é ou do que você realmente gosta.

Ultimamente, comecei a gostar de uma série de TV que não é bem da moda, é mais intelectual, quando disse isso, todos me olharam estranho, e nem quiseram experimentar. Porém, basta aparecer uma banda nova de loiros com tanquinhos e com refrões pegajosos, todo mundo ama. Escrevi esse texto como uma reflexão de quem eu sou e para discernir quais das minhas atitudes são realmente minhas.

O pior é o caso de aparecer alguém diferente, ele é vergonhosamente excluído e ridicularizado. É o “junte-se a nós ou dane-se”. Por exemplo, você chega a uma festa, todos estão bem vestidos, as meninas com roupas da moda, algumas mais ousadas, expondo até o que não pode, mas a pista de dança não está muito agitada e estão todos no canto sem dançar, estão apenas se movendo devagar de um lado para o outro no ritmo da música. Suponhamos que seja sua música favorita e você está roendo-se de vontade de dançar e cantar, o que você faria? Se todo mundo estivesse dançando e você soubesse dançar como eles, tudo bem, mas nesse caso você está sozinho; e eles vão:

Iriam rir de você.

Olhar para você.

E cochichar sobre você,

Fofocar, falar mal de você.

Até que não lhes reste mais fôlego, e não me venha dizer que nunca fez isso, até eu já fiz isso (o arrependimento depois é dose). É quase natural, parece que caçoar dos outros fortalece relações humanas. De novo para adaptar-se, é um assunto que todos riem e fazer rir é um quesito para fazer parte da turma. Nós somos muito maus, “nós”, que eu digo são os humanos. Entretanto, aquele que consegue se adaptar oprimindo os outros é tão perdido quanto aquele que só quer dançar. A diferença é que o primeiro tem a ilusão de que está tudo bem, de ter encontrado seu lugar e a si mesmo, todavia é só mais um que se integrou (e se entregou) ao grupo que está na moda, a mentora de todos.  A grande contradição disso é que eles competem para ver quem está mais na moda e acaba sendo todo mundo igual, todos tentam ser mais iguais para serem diferentes. Essa ilusão de sentir-se completo por estar entre o grupo é algo engraçado, é como um sonho, é amar uma mentira. A ilusão é doce, por mais que saiba que é um sonho, você quer acreditar nele, mas depois a queda é feia (a desilusão, a verdade). A maioria das coisas as quais nos apegamos são ilusões, fechamos os olhos para tantas coisas, porque mentir para si mesmo é reconfortante. Por isso, quando sua piada acaba você continua fazendo outras, continua tentando encaixar-se, pois não foi o bastante para fazer parte do grupo. Há momentos em que você se arrepende de magoar os outros e então isso vai consumindo-o até você explodir ou você irá apenas reprimi-lo, o que é pior.

Imagine, então, voltando ao nosso exemplo da festa, se você não souber dançar e quiser apenas se mexer, fazer passos diferentes, até um pouco estranhos para mostrar que gostou da música, irá parecer muito mais ridículo, será taxado de louco e, provavelmente, nunca mais vai dançar. Algumas vezes está todo mundo dançando e você quer dançar também, mas se reprime porque não sabe dançar, isso também vai consumindo sua alma aos poucos.

Eu já cansei de ser reprimida ou reprimir, pois percebi que estou me juntando a eles e tentando me juntar ao mesmo tempo.  Percebi o quanto são (ou será somos?) maus. Quero minha libertação, porque juntar-se a essa influências, os robôs e “Barbies” da moda, é um caminho (quase) sem volta.

Giovanna Pereira Paulucci, 29 de abril de 2010.

Orientação educacional: um trabalho para além da disciplina

domingo, 1 de agosto de 2010

A Orientação Educacional no Centro de Ensino São José é entendida como
um processo dinâmico, contínuo e sistemático, estando integrada com os
diversos departamentos da escola.
O objetivo principal deste trabalho é de orientar os alunos, como
seres pertencentes ao ambiente escolar, encarando-os como  sujeitos
que devem desenvolver-se harmoniosa e equilibradamente em todos os
aspectos: intelectual, físico, social, moral, ético, político e
educacional.
Enquanto orientadora sou surpreendida com muitas situações cotidianas
como: conflitos, agressões e desentendimentos, nas quais as
intervenções e os encaminhamentos são os mais diversos possíveis e
envolvem diferentes pessoas: professores, pais, alunos e funcionários.
O papel do Orientador não é resolver as situações-problemas da escola
,e sim buscar soluções junto aos alunos; pois ele revela e desvela,
analisa, reflete, colabora e busca a realização do outro no seu
conjunto de fazeres, saberes e vivências.
Os alunos são ouvidos e durante as conversas procuro conquistar a
confiança e cooperação deles, ouvindo-os sempre com atenção.
Tento sempre garantir que o ambiente seja propício para faixa etária,
acompanho os intervalos zelando pelo bem estar de todos.
A maioria das vezes a resolução dos problemas acontece em comum
acordo com o aluno, existe um trabalho de edificação. Hoje, temos
alunos que cumprem suspensões, que fazem um trabalho de monitoramento
durante o intervalo e que acompanham os alunos de outra faixa etária.
Este é um trabalho que veio para acrescentar e, por isso, é mais uma
alternativa para a escola, na busca de fortalecer a formação sólida de
nossos alunos.

MARI SIMI

Estudo do meio – Alunos do Ensino Médio na USP

terça-feira, 16 de março de 2010

À luz de Monteiro Lobato, coloco-me a falar do nosso Estudo do Meio.
Talvez o cerne da questão ressalte a importância daquilo que fizemos:
unimos homens e conhecimento no espaço acadêmico. Diante de paredes
impregnadas de sabedoria, nossos alunos buscaram respostas,
calaram-se, colocaram-se e sonharam. Apresentamos a eles a porta de
entrada, mostramos o que move milhares de pessoas todos os anos, e
quantos anos preciso for, a lutar por um ideal. Às vezes,
pergunto-me: E eles, viram com quais olhos estas imagens? Com olhos de
observação? Com olhos de admiração? Olhos de cuidado? E a resposta me
diz que as respostas virão.
Com este trabalho, enchemos as dificuldades da vida universitária de
poesia e buscamos significados que hoje se fazem tão banais diante de
seus olhos. Espero que após este “encontro”, voltem cheios de
lembranças, de histórias, de conhecimentos, de bobagens e de vontades.
Espero que voltem com o espírito marcado por estes significados, assim
como cada um de nós os tem marcado a cada dia.
Sei que fizemos o certo, pois, agora, pensarão nos significados
perdidos ou simplesmente guardados nas arestas dos pensamentos.
Ensinarão a outros e contarão a outros aquilo que fizeram. Olharão
para além das definições e encontrarão significados que ultrapassam a
compreensão intelectual.
Realmente, “um país se faz com homens e livros”.

Professora Fernanda Meireles.

Grupo de Teatro C.E. São José e o Circo: uma nova e importante parceria.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Este ano o Grupo de Teatro São José foi contemplado com a valiosa parceria do professor Junior, cuja a atividade de educação física foi ampliada com os estudos das técnicas circenses há um tempo.

Com a experiência adquirida, sentiu a necessidade de dividi-la conosco. Necessidade essa que o torna um ser humano de primeira linha pelo fato de acreditar que os conhecimentos assimilados devem ser passados adiante e não retidos de forma individualista.

A iniciativa vem ao encontro de uma carência que permeia, de maneira cronica , a profissão do ator, que usa o corpo como ferramenta primordial para o exercício de atuar (a expressão “exercício “ pode ser entendida tanto de forma metafórica como física).

Não há como ignorar a expectativa que nos acompanha,diante da possibilidade que se apresenta e que nos auxiliará de forma técnica e artística.

O interesse em se investir no grupo vem do trabalho sério, transparente e objetivo, que são a base da nossa existência.

O Grupo recebe o devido reconhecimento a cada ano participando de eventos internos que contribuem, de certa maneira, para a efetivação de idéias.

O elenco de 2010 mudou mas a essência é a mesma, ou seja, trabalhar o humano, as idéias,as emoções, os pensamentos, e as palavras.

Que o nosso mais novo parceiro seja bem vindo ao grupo e que possamos aproveitar muito mais o processo do que os resultados que nada mais são que conseqüências do trabalho continuo.

Grupo de Teatro C. E. São José.

Prof. Eduardo Costa