Arquivo da Categoria ‘Orientação’

Comer bem, fazer exercícios… é o melhor para ser um adulto saudável!!!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Texto da Professora Claudia Cintra – 1a. anos B e D

Comer bem, fazer exercícios… é o melhor para ser um adulto saudável!!!

Durante este bimestre, os alunos dos primeiros anos tiveram em seu conteúdo o tema “esportes”. Dentro deste tema tão amplo, as crianças puderam aprender de maneira prazerosa e divertida descobertas e curiosidades sobre as “Copas do Mundo” e “Jogos Olímpicos”.

Este tema não foi abordado somente pelas professoras titulares da sala que o trabalharam de maneira interdisciplinar, tiveram auxílio do professor de educação física, que como um profissional da área de esportes, contribuiu em suas aulas com a parte teórica, técnica e prática, como falar de maneira lúdica das regras de alguns jogos, (principalmente do futebol área de grande interesse das crianças), times de futebol, a importância de se exercitar, treinamento, biótipo e alimentação dos atletas.

Quando o assunto foi alimentação, logo entrou em cena nossa nutricionista, ela apresentou as crianças à importância da combinação de uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos para uma melhor disposição diária e principalmente que esses bons hábitos possam refletir de maneira positiva na vida adulta. Depois montamos juntos uma pirâmide alimentar que hoje está em nossas salas para nos auxiliar no que for necessário, principalmente no que se diz respeito à alimentação…

Ufa!! Depois de tanto conhecimento e tanta mudança de hábito, acredito que as crianças não cantarão mais esta canção “Comer, comer…comer, comer…é o melhor para poder crescer!

E sim: Comer bem, fazer exercícios… é o melhor para ser um adulto saudável!!!

DIREITOS HUMANOS E EDUCAÇÃO

terça-feira, 28 de abril de 2009

DIREITOS HUMANOS E EDUCAÇÃO

A lei e sua aplicação na escola

Dulcilei da Conceição Lima

Na Educação os Direitos Humanos são contemplados nos PCN´S como TEMAS TRANSVERSAIS desde 1996. Embora esteja em pauta há mais de uma década, o assunto ainda gera dúvidas em sua aplicação, no próprio entendimento do que abordam e em que disciplinas tratá-los.

Os PCN´S definem os seguintes assuntos como temas transversais: Ética, Orientação Sexual, Meio Ambiente, Saúde, Pluralidade Cultural e Trabalho e Consumo. Foram inspirados na Declaração Universal dos Direitos Humanos assinada em 1948, após os crimes contra a humanidade ocorridos durante a Segunda Guerra Mundial. Tais direitos correspondem às necessidades vitais dos seres humanos.

Uma das maiores dificuldades na aplicação dos Direitos Humanos consiste na própria desumanização do humano, ou seja, o não reconhecimento da humanidade do outro. Algo muito mais comum do que se imagina. O Brasil foi colonizado a partir de um processo de desumanização ideológica, que equiparava a animais, os indígenas e os africanos, através da institucionalização da escravidão.

É comum surgirem discussões polêmicas em torno da aplicação dos Direitos Humanos àqueles que cometeram crimes. Muitas vezes a mídia acusa irresponsavelmente os defensores dos direitos humanos de defensores de bandidos, quando na verdade o que esses grupos fazem é lutar contra o processo de desumanização e a favor da aplicação desses direitos para todas as pessoas humanas sem exceção. Aqueles que cometem crimes devem ser punidos pelo sistema de justiça do país, mas não se pode tirar deles sua humanidade. É necessário ter a consciência de que tal exceção, permitiria que muitos outros grupos fossem incluídos na categoria de não-humanos, o que certamente legalizaria atos bárbaros como escravização, genocídio e tentativas de extinção de populações.

A Educação é um dos direitos fundamentais da declaração, pois acredita-se que é o mecanismo mais eficaz para fortalecer o respeito aos Direitos Humanos e às liberdades fundamentais, através da compreensão, tolerância e amizade entre os povos.

Sendo assim, uma educação para os Direitos Humanos deve privilegiar a formação do cidadão crítico, portanto o próprio texto da declaração precisa ser visto com critério, pois reflete um momento histórico específico (pós-guerra) e uma concepção de mundo forjada pelas nações ocidentais. Acima de tudo, uma educação para os direitos humanos deve humanizar, sensibilizar os educandos para a compreensão e respeito às diferenças. Deve-se privilegiar o trabalho interdisciplinar e no centro das discussões devem estar as populações marginalizadas ou mais prejudicadas no acesso aos seus direitos fundamentais.

BIBLIOGRAFIA

  • ALENCAR, Chico. Direitos mais humanos. Rio de Janeiro: Garamond, 2002.
  • ALVES, José Augusto Lindgren. Os direitos humanos na pós-modernidade. São Paulo: Perspectiva, 2005.
  • BOBBIO, Noberto. A era dos direitos. Rio de Janeiro: Campus, 1992.
  • DALLARI, Dalmo de Abre. Direitos Humanos e Cidadania. São Paulo: Moderna, 2004.
  • FREIRE, Silene de Moraes (org.). Direitos humanos: Violência e pobreza na América Latina contemporânea. Rio de Janeiro: Letra e Imagem, 2007.
  • OCCHIUZE, Heloísa, PATARRA, Judith e COHEN, Paula (org.). Direitos humanos no Brasil: conferências para educadores. São Paulo: MPA, 1986.

STEIN, Leila de Menezes. Cidadania e Educação: leituras em Direitos Humanos. Araraquara: UNESP/FCL, 1999.