À luz de Monteiro Lobato, coloco-me a falar do nosso Estudo do Meio.
Talvez o cerne da questão ressalte a importância daquilo que fizemos:
unimos homens e conhecimento no espaço acadêmico. Diante de paredes
impregnadas de sabedoria, nossos alunos buscaram respostas,
calaram-se, colocaram-se e sonharam. Apresentamos a eles a porta de
entrada, mostramos o que move milhares de pessoas todos os anos, e
quantos anos preciso for, a lutar por um ideal. Às vezes,
pergunto-me: E eles, viram com quais olhos estas imagens? Com olhos de
observação? Com olhos de admiração? Olhos de cuidado? E a resposta me
diz que as respostas virão.
Com este trabalho, enchemos as dificuldades da vida universitária de
poesia e buscamos significados que hoje se fazem tão banais diante de
seus olhos. Espero que após este “encontro”, voltem cheios de
lembranças, de histórias, de conhecimentos, de bobagens e de vontades.
Espero que voltem com o espírito marcado por estes significados, assim
como cada um de nós os tem marcado a cada dia.
Sei que fizemos o certo, pois, agora, pensarão nos significados
perdidos ou simplesmente guardados nas arestas dos pensamentos.
Ensinarão a outros e contarão a outros aquilo que fizeram. Olharão
para além das definições e encontrarão significados que ultrapassam a
compreensão intelectual.
Realmente, “um país se faz com homens e livros”.
Professora Fernanda Meireles.