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Pais

A Educação a partir da família

A educação inicial da criança ocorre tanto na família como na comunidade.
Com a necessidade do trabalho feminino, as crianças precisam ir para as escolas cada vez mais cedo; e a escola torna-se uma aliada na educação dos filhos.

Educadores e pais são parceiros, responsáveis por apresentar o mundo às crianças e aos jovens e assistí-los no seu aprendizado. É importante que família e escola estejam em uma mesma sintonia, que os laços entre eles sejam estreitos. Nessa parceria cada um faz a sua parte, e tudo começa pela decisão dos pais.

É importante que os pais ouçam bastante seus filhos, se preocupem com as informações externas com as quais eles convivem, inevitavelmente, nos dias atuais, sem, no entanto, condenar posturas, criar medos e preconceitos.

É fundamental os pais estimularem e valorizarem o diálogo. Conhecer os amigos e saber como está seu desempenho escolar, faz com que a criança e o jovem se sintam importantes e mais seguros para um diálogo aberto o que, certamente, contribuirá para mostrar o que é bom e ruim.

XV HAPPY HOUR:

Seu filho está no mundo. Conecte-se!

Na última quinta-feira, vinte e dois de setembro, aconteceu o décimo quinto "Happy Hour como os Pais", promovido pelo Centro de Ensino São José. Como nos anteriores, tivemos quase duas horas de profundas reflexões por parte dos presentes Alguns pais que já participam desde os primeiros eventos relataram o que têm podido aprender e compartilhar ao longo destes encontros e se ressentiram ao perceber que representam uma pequena parcela da comunidade de pais da escola. Assim, sugeriram que parte do que foi discutido pudesse ser compartilhado com aqueles que não puderam comparecer. Então, elaboramos um resumo do encontro que, apesar de não ser capaz de transmitir a riqueza do vivenciado, tem o objetivo de trazer alguns pontos para que a reflexão aqui iniciada possa ser multiplicada.

Apesar de ser um tema aparentemente interessante somente aos pais de adolescentes e jovens, tivemos também a presença de pais de crianças do berçário, da educação infantil e das primeiras séries do ensino fundamental. Percebemos que as dificuldades vivenciadas por eles já começam a ser vislumbradas na primeira infância e a prevenção se torna um caminho bastante interessante. Para isso, algumas sugestões foram dadas pelos pais, tais como:

  •  reservar pelo menos uma refeição para fazer junto com a família, momento no qual podem conversar sobre os acontecimentos do dia;
  •  ler e responder a agenda escolar do filho diariamente, mesmo os maiores, pois isso indica que estão atentos ao que acontece na escola;
  •  demonstrar carinho e confiança, mas deixar claro quando o filho desaponta os pais, explicitando a atitude que incomodou;
  •  tentar não justificar um erro do filho buscando outros culpados - mesmo que o filho tenha errado por aproveitar que um determinado adulto não estava atento, ele deve saber que errou e que suas ações têm conseqüências - ao culpar o adulto pelos erros do filho, os pais acabam ensinando ao filho que não é responsável pelo que faz;
  •  tentar diferenciar as necessidades dos filhos, que mudam conforme a fase: por exemplo, se uma criança de 6, 7 anos quer exibir o pai para seus amigos e quer contar em detalhes o que viveu, o seu irmão de 12, 13 pode desejar chegar sozinho a uma festa e espera que seu silêncio seja respeitado.

Um ponto que foi bastante destacado é o fato de que as mudanças no mundo exigem dos pais a leitura dos fenômenos atuais a partir da realidade presente, sem tentativas de comparação com o passado, já que os tempos são outros. No entanto, os vínculos entre pais e filhos precisam ser resgatados, pois as mudanças nas formas de contato não significam que a qualidade também tenha que mudar.